Olha Eu Aqui Outra Vez.

“Nao poderia saber nada de mais absoluto sobre ela, a não ser ela própria.
Fazendo algumas perguntas, tu ouvirias respostas.
Nas respostas ela poderia mentir, dissimular, e a realidade que estava sendo, a realidade que agora era, seria quebrada.
E pois, não fazendo perguntas, tu aceitarias a moça completamente.
Desconhecida, ela seria mais completa que todo um inventário sobre o seu passado. Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando essas perguntas não são feitas.
Que a maneira mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar – mas ver. Em silêncio.”

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6 Comments

  1. Palavras bonitas!!! E sábias também! A convivência é o fator mais apropriado para se conhecer uma pessoa. Se é que é possível conhecer alguém com profundidade, e também se alguém pode se conhecer verdadeiramente. Parece que estamos sempre surpreendendo, sempre mudando, reagindo e agindo de formas diferentes a cada dia… P.S.: Parei aqui por acaso! Boa sorte!

  2. “…O essencial é saber ver,
    Saber ver sem estar a pensar,
    Saber ver quando se vê,
    E nem pensar quando se vê
    Nem ver quando se pensa. …”
    – Alberto Caeiro –

  3. Meu avo Absalão henriques VII sempre dizia “como são maravilhosas as pessoas que nao conhecemos bem”….nunca entendi bem essa frase, mas acho que tem a ver cpom esse misterio…esse desconhecer que cercam certas pessoas.

  4. Ai Karine!
    Caio é sempre arrebatador!
    Tô lendo o “CAIO3D – O Essencial da Década de 1980”, umas coletâneas lindas dos escritos desse gênio da sensibilidade.

    Feliz pela tua viagem que só de olhar nas fotos pareceu te ter deixado muito feliz!

    Um beijão pra vc!
    Uma semana linda é o que te desejo! : )

  5. Ah… e mais um comentário.
    Concordo com o que Caio diz no texto. Mas existem – como sempre – lá suas excessões, e aí sim se esconde a possibilidade mais fantástica: amar alguém a quem se conhece até debaixo d’água! É possível também, todos sabemos. Acredito que no início sim, é que essas regras de Caio se aplicam com mais perfeição, até que existam bases sólidas o bastante pra sobreviver a qualquer mal-humor-por-noite-de-sono-mal-dormida ou bafinho-no-início-da-manhã, coisas básicas de todo ser, mas que no princípio precisam ser maquiadas com toques de mágica pra que o interessante não fuja pela direita.

    Agora fui!
    Beijos!!!

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