Diretamente da Barriga, Para o Mundo.

Diretamente da Barriga, Para o Mundo.

Arrumando a estante de livros do Playroom, dei de cara com um monte deles direcionado a maternidade e paternidade, aqueles do tipo ” Como Criar Meninos” , ” O primeiro Ano de Vida” , “Bebê de A a Z” – Todos na minha opinião dispensáveis, até porque o dia que criança for receita de bolo eu tenho mais uns 5.

Pois bem, esses livros me fizeram lembrar de uma das aulas de pré-natal que tive aqui em Dublin e dos conselhos mais malucos que uma enfermeira,  podia dar.
Exemplo? Sabe aquele sinal retângular normalmente escrito “Bebê a Bordo” ? Pois então, não use, ele pode decapitar sua criança em caso de acidente. uhun…
Assim como aquela garrafinha de água que você deixa para uma emergência , brinquedos para distrair e tudo mais pode virar arma, claro.

Acredite, ela falou sério.
Eu ri.

Provavelmente pais de primeira viagem ou super protetores devem ter achado que eu sou uma decapitadora de criancinhas.
Eu entendi o que ela quis dizer, ninguém quer ver um filho machucado por causa de coisas que nós não pensamos, mas porque temos que pensar em TUDO ? , até porque se pensarmos em tudo, nem filho teríamos.

Acho até, que muita informação e a busca incessante em querer fazer tudo certo acaba transformando o que deveria ser um prazer em um completo ritual de tortura, tanto para os pais, quanto para as crianças.
Em pleno século 21 existem mulheres que voltaram 30 anos e passaram a optar pela fralda de pano, não tenho nada contra, nada mesmo, só acho que existem várias controvérsias nessa idéia , se o ideal de quem opta por isso é a qualidade de vida e ser ecológicamente correta, me diz como alguém que tem que lavar toneladas de fraldas esteja tendo qualidade de vida ? E água, não se gasta?

Muitas mães são guiadas pela mídia, pelo disse-me-disse, por livros e até por blogs, quando na verdade temos que seguir nossos instintos, crianças diferentes, merecem tratamentos diferentes e toda a mãe deve tomar suas próprias decisões, não porque ouviu isso em uma comunidade do orkut, ou porque com a amiga deu certo.

Eu não amamentei (não vou entrar no mérito do motivo)e isso não me faz nem melhor, nem pior mãe do que ninguém.
Leite materno faz bem, óbvio, mas não vou morrer de culpa se não o fizer por opção ou por falta dela, existe no mercado fórmulas tão boas quanto e além do mais, do que adianta o bebê estar maravilhosamente nutrido quando a mãe está miseravelmente sem rotina , quando ela tem que voltar a trabalhar, quando está cada vez mais distante do marido, quando ela está exausta?
Dividir os cuidados do bebê com o pai, além de dever é direito dele, já se foi o tempo que o bonitão roncava e a mãe, sem opção, cuidava do filho 24 horas. 

No curso de comissária de bordo, escutei o melhor conselho da minha vida, antes mesmo de ser mãe :
“Em  evento de despressurização, máscaras de oxigênio caírão, coloque primeiro a SUA ,para depois colocar no bebê no seu colo”.

Essa lição serve para todas as relações e pensar em você sem esquecer do outro, não é pecado.

Não me entenda mal, eu faço qualquer coisa pelos meus filhos, mas paranóia, não ajuda ninguém.

O que a gente vê é muita gente preocupada em deixar um mundo melhor para os filhos, mas só uma mãe feliz consegue deixar filhos melhores para o mundo…

E viva o bom senso e as as modernidades que ajudam a gente a ter mais tempo pra aproveitar a companhia das pessoas mais importantes da nossa vida…sem neura …porque até as mães, merecem relaxar.

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7 Comments

  1. Oi, Ká. O seu post me fez lembrar de um programa uma vez q eu vi de mães que treinam crianças a ser inteligente desde bebê. Eu fiquei assistindo e com raiva, pensando poxa como alguém pode forçar uma criança a decorar todos os países do mundo e fala q ta brincando, ao mesmo tempo uma vez eu recebi uma proposta de au pair qdo eu estava no brasil e a mãe queria q eu ensinasse portugues, ingles e espanhol pro filho que era noruegues. Eu acho q criança tem q ser criança, é claro que tem q ter limites tb. Eu ainda nao tenho filhos e tenho mtus issues qto a amamentação, parto, e tenho duvida e insegurança em tudo e por isso cada dia que passa eu vou jogando pra mais um ano haha mas eu amei a frase sobre livros e comunidades do orkut q criança nao eh receita haha pelo menos eu aprendi q qdo eu estiver "pronta" eu nao vou ler nada disso e deixar acontecer..
    agora fralda de pano, me poupe eim!! viva pampers!

  2. Oieeeeeeeee consegui deixar um recadinho, sua familia é linda, adorei seu blog, bjs, Va.

  3. Olá Karen
    Concordo com o que escreveste, cada criança é diferente e ainda não descobriram o manual de instruções, por isso é o bom senso que impera:)

    jokas

  4. Aliás, é impressionante como esses livros são populares por aí. E mais impressionante ainda é o fato de tanta gente aceitar como verdade. Ponto pra vc. De novo.
    bjos

  5. Achei o post mega sincero, um desabafo!! Ainda não sou mãe, mas tenho certeza de que não é nada fácil…

  6. Eu tb não sou mãe,Ka, mas imagino que já há mt o q se pensar qd se tem filhos, coisas mt mais importantes. Os detalhes são neuras demais. Concordo!

    Beijos

  7. O que a gente vê é muita gente preocupada em deixar um mundo melhor para os filhos, mas só uma mãe feliz consegue deixar filhos melhores para o mundo…

    Concordo plenamente! E digo mais, foi por essas e outras que decidi me divorciar. Porque nos últimos anos do meu casamento eu era a mulher mais infeliz do mundo e meu filho não merecia uma mãe deprimida como eu estava na época…

    Hoje não diria que sou totalmente feliz (acredito mais em momentos felizes do que na felicidade incondicional), mas certamente sou uma mãe melhor. E isso me basta.

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