Das Coisas Que Só As Mães Entendem…

Das Coisas Que Só As Mães Entendem…

Foi quando fiquei grávida que comecei a prestar atenção nas crianças e é claro, criticar as  mães, todas elas.
A primeira vez que vi um bebê comendo batata frita no Mc Donald’s achei o fim do mundo.
Refrigerante, chocolate,doces, biscoito recheado??? …. achava um absurdo.
Criança com nariz escorrendo, pra mim, era criança maltratada.
E aqueles escandalos em shopping center? total falta de educação.
Aí, eu tive o Breno, e é claro, alguns pré-conceitos foram esquecidos (ou eu me adaptei a eles), mas foi quando a Chloe nasceu que tudo caiu (mesmo) por terra.
Eu ando fazendo tudo e mais um pouco do que eu, na minha inocência juvenil, achava que poderia evitar.
Antes, criticava duramente  mães  que deixavam as crianças na frente da televisão , video game eu jurava que só ia entrar na minha casa depois que eles fizessem 18 anos, mas na real essas regras só valem se você trabalha fora e não é quem vai ter que arrumar a casa, fazer comida, lavar roupa, estender a roupa,TOMAR BANHO, tudo, com eles no seu pé.
(Só quem é mãe Full time sabe do que eu estou falando, lavar o cabelo e ler um livro na banheira só depois de colocar calmante na comida das crianças.)

Hoje, eu acho que não sei o que seria de mim sem tv a cabo e WII .
O detalhe é que não sinto um pingo de remorso.(se eu estiver estragando eles, Terapia existe pra consertar)
Mas não para por aí : Mc Donald’s virou rotina, chocolate sobremesa e refrigerante eh permitido nos finais de semana(shhh)
Oh Man,Se existe criança escandalosa no mundo, a Chloe passou na fila 3 vezes , e eu sofro.
Pra você ver como eu mudei, até aquela correntinha (na minha filha é ‘correntinha’, no filho dos outros era ‘coleira’) que eu via outras mães usando e ficava a ponto de ligar para o juizado de menores e denunciar, hoje em dia não sai da bolsa.
Então, se você não tem filho, não planeje muito, e nem olhe com cara torta quando uma criança sentar ao seu lado no avião, eu aprendi que meio metro de gente é suficiente pra derrubar todas as convicções de uma mulher que se achava equilibrada, antes é claro, de ser mãe.
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21 Comments

  1. ahhhh! Agora que eu entendi que a sua pequena tem o mesmo nome que vou dar a minha! MAs a sua Chloé não tem esse acento no final não? Aqui na França tem, pq "e" é "é ". E "é" é "e", vixe deu pra entender?

    Beijocas!

  2. karine, adoro seu blog. vc manda tantos posts legais! hj vou te deixar 1 engraçado. mandei pra esse site anonimamente, mas rolou comigo LOL : *
    http://www.upyourbottom.com/upyourbottom/2010/04/unique-pronunciation-of-cut.html

  3. hahaha Disse tudo! Hoje quando a minha filha faz uma malcriação, retruca o que eu mando fazer, ou até mesmo começa aquele "chorinho" que não sai uma lágrima sequer, e eu olho para as minhas primas solteiras torcendo seus narizinhos pensando "ah umas palmadas!", eu digo logo: " Eu tb fazia essas caras e bocas, espero firme e forte a vez de vocês" rsrs…
    Eu falo,e tem os que não acreditam, as crianças de hoje em dia não são como as crianças da minha época não, gente. A formula mudou. Elas são mais espertas, mais inteligentes, mais teimosas,mais agitadas…elas vão dominar o mundo, e detalhe, sem precisar tirar as fraldas, kkkk
    Beijocas.

  4. Eu sempre achei essa coleira bizarra… mas pelo visto tô vendo que funciona!

  5. Aiiii assim dá até medo de ter um filho =D
    As vezes olho as birras do meu sobrinho e penso assim: ahhh quando eu tiver o meu vai ser diferente, ele nao vai fazer isto não…
    Mas acho que vai né?!!! =(
    bjos

  6. hahaha..isso acontece com todo mundo, sempre pensamos que faríamos melhor…é vivendo e aprendendo…bjs

  7. Continuo achando essa coleira a pior invenção do mundo…aiaiaia…será que pagarei minha língua?

  8. Texto excelente e bem humorado.

    De fato, nada como "sentir na pele", para nos fazer perder convicções e ideais… hehehe

  9. E os kids agradecem a flexibilidade materna;)

  10. Aaaaahhhhh!!!! Amei. É exatamente isso. Sabe o que é pior ver as grávidas, falando mal dos filhos filhos dos outros. Eu sempre digo…"Olhaaaa! Vai morder a lingua quando nascer!!!".

    OBS: Eu tenho medo desde coleira…mas posso mudar de idéia com o meu proximo filho? Nunca se sabe.

  11. Karine, estou aqui torcendo o meu nariz pra vc, e com a certeza absoluta que também ainda vou pagar minha lingua.
    Um beijo

  12. Falou e disse!!! E isso mesmo, tenho um bebe de 11 meses e sem querer estou fazendo tudo o que um dia eu critiquei! Adorei seu blog!

  13. Mal tenho palavras para agradecer! Vc ajudou muito no planejamento familiar aqui de casa. Vou começar a pensar em ter filhos depois da Copa de 2022…
    bjo

  14. hahahah eu nao consigo parar de rir com o seu post!!! Eu nao sou mae, mas estou pensando seriamente no assunto! rs… Mas fui au pair por um ano e por isso sei exatamente o que é ter uma crianca batendo na porta do banheiro querendo entrar só porque voce esta la por mais de 2 min! rs…

    Mas no final de tudo, o que eu mais gostei foi do nome da sua filha. Chloe é realmente maravilhoso!

    bjs

  15. Muitoo bom o post!! muit risada, estou grávida e vivo mal dizendo essas coisas..mas já vi que não tem jeito, vou me render. Por falar nisso, vc tem algum post falando de criança filhos de brasileiros nascidos na Irlanda, coisas como direitos e tal??
    bj

  16. O pior é que vc tem razão em tudo o que disse, porém acho que o seu grande preconceito era das mães que simplesmente deixam os seus filhos serem criados pela tv e pelo videogame, o que não deve ser no seu caso.

    Há pais que não entendem a diferença de distração com educação e cultura. Acham que as coisas fazem tudo, inclusive conversar com os filhos.

    Televisão é bom, games são legais, mas a presença da conversa e instrução por parte do pai e da mãe são fundamentais para uma criança crescer com educação e caráter.

    Quanto ao McDonalds…. leve-os para beber açaí em lugar do refrigerante!!!! heheheheheheh
    ou suco de maracujá!

    beijos e fique com Deus

  17. Querida Karine,antes de ter meus 3 filhos (11,13 e 17 anos de idade),eu não tinha idéia do que seria a maternidade.Logo,não tinha opinião sobre.Mas depois do nascimento do meu primogênito,comecei a perceber que o que estava ao meu redor,não era o que eu queria pra ele.Ou seja, eu não sabia qual era o jeito certo de educar,mas intuia sobre o errado.Então, eu e o felizardo(pai dos meus 3 filhos)começamos a ler muito.Livros do Içami Itiba, do Gleen Doman, do Dr. Gaiarsa entre outros, sem contar os inúmeros artigos de especialistas no tema.Um clichê que foi por terra,depois das leituras, e tão propalado pelas mulheres da minha geração era "o que conta é a qualidade do tempo e não qto.tempo vc fica com seu filho".Pura cascata.Educar demanda muito,muito,muito tempo.Formar um ser humano,em todas as suas dimensõe(espiritual,emocional,intelectual) requer muita dedicação,paciência e amor.Este não é um trabalho indicado para pessoas egoístas ou preguiçosas. Minha tarefa está quase concluído e acho que o resultado é positivo. Ao menos tem sido este o feedback que recebemos de todos que com nossos filhos convivem. Karine,Tenho certeza de que você dará conta do recado!Desculpe-me por "falar" além da conta, mas o assunto muito me interessa. Um grande beijo! Márcia de Noriê

  18. Xiiii, eu sou a exceção pra confirmar a regra… já tive filho (um só, é verdade) e ainda torço o nariz pra filhos dos outros hahahaha
    Mas o Breno é um amor, Chloe só está fincando o pé pra criar o espaço dela! E McDonalds as vezes (nao sempre vai) é um mal necessário…
    bjs!

  19. Ainda tô aqui rindo… é, a situacao nao é brincadeira…
    Eu ainda nao sou mae mas, já fiz exatamente todos os comentários que vc fez, de uns tempos pra cá, comecei a conviver mais com criancas pequenas e, vi que na prática, tudo é muito diferente da teoria. Acho q pelas experiências de vcs, já aprendi umas coisinhas básicas!:-)

  20. Karine
    bem… se serve de consolo (futuro), a remição chega com os netos. o Criador não é de todo perverso, apenas tem um humor estranho, acho porque também Ele pode ser do gênero masculino… vai saber né?.
    Parabéns pela crônica.

  21. Ser mãe é assim mesmo! Valeu por visitar meu blog, apenas começei com essa aventura de ser blogger, estou adorando! Eu sou nacida no Mexico, mas criada no Brasil, então acho que metade e metade… Beijos!

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