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Instantaneamente.

Conforme as minhas crianças foram nascendo, eu descobri uma síndrome.
A síndrome do crescimento instantâneo.
Elas dormem de um tamanho e no dia que o novo bebê nasce, elas acordam de outro.

Da noite para o dia, as mãos que eram piquititas viram “armas”, os pés que não tinham tanto equilibrio criam asas, nossa despreocupação com aquele que era o menor ser da casa até aquele momento, também cresce, afinal nosso parâmetro do que é bebê e do que é criança muda.

Breno cresceu assim que a Chloe nasceu.
Chloe cresceu assim que a Mia nasceu.
Mia cresceu assim que a Amy nasceu.
Mas no último caso, não acho lá muito justo, porque sim, ela ainda é um bebê, dos grandes, dos que correm, dos que falam, agarram, beijam, brincam, mas ainda um bebê, de 16 meses, nem um ano e meio de vida, e já tem que lidar com a autoridade dos mais velhos e com a fragilidade da mais nova.

Só não me sinto culpada por um motivo:
Eu já estive no lugar da Mia.
Aliás, era um mês mais nova quando a minha irmã nasceu e se minha mãe não falasse, não saberia que tive uma fase de negação da sua presença (minha mãe diz que eu fingia que ela não existia), mas, né? vai ver que pra mim não existia mesmo, mas essa diferença pequena e tendo tido meu lugar “ocupado” por outra tão rápido, não me deixou nenhuma cicatriz, nem um trauma, nenhuma tristeza, pelo contrário, deixou uma irmã, uma cúmplice nas bagunças, uma companhia no quarto escuro, com quem aprendi a dividir e as vezes brigar pelo que é meu, ter uma irmã próxima de idade foi muito mais um presente  que um problema na minha vida e esse post é para agradecer aos meus pais por terem me dado uma boneca de verdade, uma companheira de aventuras e alguém que eu sei que posso contar.

Ter irmão é muito bom, pelo menos da quantidade, meus filhos não vão poder reclamar.

Contando os dias para Dezembro.
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View Comments (16)

  • Que post lindo! Vira e mexe eu me pego perguntando se o Conor irá ressentir o irmão dele por ter roubado o posto de bebe da casa... Se Deus quiser eles serão melhores amigos!!!

    Bjo bjo

  • Que post bonito...obrigada pela parte que nos toca, ...fico muito feliz pela sua compreensão...a felicidade está em saber aceitar aquilo que não se pode mudar...

  • eu nem sempre comento, mas preciso dizer: minha alegria é ver que tem um post novo pra ler nesse blog.

    lindeza de crianças. a mia realmente deu um pulo. incrível.
    Deus continue a abençoar essa família.

    beijos

  • A diferença entre as minhas filhas é de 18 meses. E elas sempre foram o time mais unido que eu conheço.
    Uma cantava, a outra batia palmas...e assim elas cresceram e continuaram se unindo contra o mundo. E a pobre mãe!

  • Tenho um irmão de 27 e um de 17 anos anos. Eu tenho 25, e nós 3 somos muito unidos!!! Eu sempre digo a eles que o melhor presente que nossos pais me deram foram eles dois. Eles até me acham muito melosa, pq to sempre me declarando pra eles, kkkkkkkkkkkkkkk.

  • Ter um irmão é ter um cúmplice pro resto da vida. Parabens Kah, vc tem filhos maravilhosos.

    Abração pra vc

  • Meu Deus essa semana vc ta afiada heim fia! Um post melhor q o outro. Esse foi emocionante. Parabens pela tua linda familia!!! Te adoro!<3

  • Verdade. A gente acorda e de repente, onde está a filha que estava ali dançando ballet e tocando Passa Passa Gavião? No volante!! Rápido demais...