Eu não sou mãe de primeira viagem e acho que nunca fui.
A minha primeira gravidez foi tão conturbada emocionalmente que eu não tive tempo, paciência, energia, saco -e pra ser sincera- nem curiosidade de saber a opinião dos outros, muito menos me importar com elas.
O Breno foi meu primeiro filho, mas não foi o primeiro filho do meu primeiro marido (hoje falecido) e acho que isso de alguma maneira influenciou.
Enfim….
Ele agora está com 10 anos, ou seja, até tinha internet naquela época, mas nada comparado ao acesso irrestrito e as vezes sufocante que todo mundo tem nos dias de hoje.
Aliás, tenho até pena das mães de primeira viagem que buscam online a solução para as suas dúvidas, porque sejamos honestas, muita informação é tão ruim (ou pior) do que informação nenhuma, não é mesmo?
Então como quando eu estava grávida do meu primeiro filho, além de trabalhar muito, eu não era fã da vida virtual, desde o início fiz o melhor que pude, seguindo meus instintos e te digo, culpa, nunca, nun-qui-nha, nem por um segundo, foi meu sobrenome.
Minha licença maternidade durou 3 meses, com 2 meses e 15 dias coloquei o Breno na creche, sem olhar para trás, aos 4 meses ele parou de mamar no peito e that’s it, sobreviveu aos cuidados de outras pessoas, escola, mimo dos avós (meus pais que por vários meses pegaram ele na creche para mim) e babá (que ficou com a gente desde o início e por quem eu serei grata para o resto da vida), ele tá vivo, lindo, esperto e quem tem o prazer de conhece-lo sabe que eu devo ter feito alguma coisa direito para ter um filho tão bacana.
Sim, fiz muitas coisas diferentes da segunda vez.
Estava mais madura e com mais tempo para me dedicar exclusivamente a família mas, como dessa vez a bebê não era a única que precisava de atenção, eu, morando na Irlanda com pouca ajuda, tive que desistir de amamentar, primeiro porque tentei e não consegui, segundo que depois que tive que complementar com a mamadeira ela foi largando o peito gradativamente e em 1 semana já não quis mais e foi tudo bem, entrei com a fórmula e desde os 20 dias ela sempre dormiu a noite toda, todinha, sem intervalos comerciais, o que foi ótimo pra minha pele, pra minha vida e para o meu casamento (porque, né? sou mãe mas não estou morta, pelo contrário!).
Sempre fui tranquila, acho que o meio termo é o que faz a vida valer a pena e assim baseio a educação, rotina e alimentação dos meus filhos. Vale Dvd, televisão, papinha da Nestle, açúcar de vez em quando, sal na medida certa e muito amor.
Hoje a Chloe tem 2 anos e demos o primeiro grande passo rumo a independência da princesa: creche! Não, eu não trabalho fora e nem tenho planos por enquanto, mas acho importante a convivência dela com crianças da mesma idade, tirando é claro, que preciso de um tempo pra mim, de silêncio, sem choro, sem música infantil ,sozinha e sem culpa.
Porque eu sou a melhor mãe que posso ser e segundo meu filho, sou a melhor do mundo!
É isso que importa.
Esse post faz parte de uma blogagem coletiva, feita por iniciativa da Carol, que me convidou a fazer parte da postagem sobre Mães Reais.
Para conhecer histórias de outras mulheres de carne, osso, amor e muita vontade de acertar, bate aqui ó.
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oi Ká vim te fazer um pedido, vc podia escrever sobre como tá fazendo p educar seus filhos em dois idiomas, eu ainda n tenho filhos + pretendo engravidar logo e me preocupa criar um filho fora do brasil e ter ele fora do barsil tb, sobre isso eu li seu post falando da sua experaiencia de ter tido a Chloe ai... besitos y gracias
Ai que lindo :~~
Ai que lindas :~~
Adorei o post e acho mesmo que o que vale e o seu instinto de mae e mulher, porque a gente sabe o quanto tem gente que sabe criticar e no fundo nao tem coragem de assumir que faz certas coisas so para dizer que e a mae modelo nao sei pra quem...
Bjkas
Tudo que fazemos com Amor, mesmo mais pra frente vc vendo que poderia ter feito melhor, não é motivo pra se lamentar, pois vc deu o melhor de si, o verdadeiro Amor ...Incondicional. É isso que tb sinto como mãe. Parabéns pelo Post. bjs
Adorei o post!!!!
Pra mim, ouvir atentamente ao nosso instinto materno é um passo enorme no caminho da melhor maternidade que podemos exercer e da melhor mãe que podemos ser! Adorei o seu relato!
Bjos,
Camila
http://www.mamaetaocupada.blogspot.com
que graça de blog! não te conhecia, como a blogsfera tem seus caminhos, não?
obrigada pela visita, voltarei!
bjos
Muito legal!!!!
Estou grávida e achei seu blog pesquisando sobre o nome chloe. Se for uma menina quem sabe...
Muito bom, vizinha. Tá na cara que vc é a melhor que pode e isso sem dúvidas faz de vc a melhor do mundo! Parabéns! bjos (e vai trocar fralde ;P)
Conheci seu blog hoje através da blogagem coletiva.
E vou dizer, adorei!
Adorei a maneira desencanada e leve com que você trata a maternidade!
É tão mais facil quando a gente não supervaloriza as dificuldades.
Me fez refletir.
BJos