Filho de Brasileiro, Brasileirinho é.

Filho de Brasileiro, Brasileirinho é.

A relação entre brasileiros que moram fora do Brasil é de amor e ódio.
Ou você ama, ou odeia.
A Mirelle (do 13 anos depois)já levantou esse assunto e a mais pura verdade é que para uma amizade surgir entre duas ou mais pessoas a afinidade tem que contar muito mais do que a nacionalidade.
No início, por carência de conversar com alguém com costumes iguais cometemos o erro de nos envolver com o primeiro brazuca que cruza o nosso caminho, só com o tempo é que notamos que mesmo vindo do mesmo país, os costumes, objetivos, idéias e ideais podem, e normalmente são, completamente diferentes dos seus.

Quando eu vim estudar por seis meses e deixei o Breno no Brasil, achei que fosse a única que tivesse tomado essa decisão, tal qual a minha surpresa quando conheci outras, vivendo situações parecidas com a minha o que fez com que eu me sentisse muito melhor, hoje, todas nós, estamos ao lado dos nossos filhos e felizes o que só veio justificar que “quando a gente decide com o coração, lá na frente, tudo se explica”.

Nesses mais de 3 anos de Irlanda, conheci todo o tipo de gente, graças a Deus, entre eles muitas com os mesmos interesses que eu, o que faz com que a vida aqui do outro lado seja menos solitária, afinal, tomar um cup of tea, ou uma caipirinha, falando português com alguém que a gente tenha afinidade (e não só a nacionalidade) , não tem preço e de quebra, nossos filhos aprendem de uma maneira legal, a conhecer um pouco mais da cultura na qual também pertencem, não foi atoa que inclusive minhas bridsmaids foram duas brasileiras queridas, que conheci aqui.

Encontro com quem eu gosto sempre foi meu ‘veneno anti-monotonia’ favorito, e continua sendo, só o número de amigas aumentou, porque as do Brasil, mesmo de longe, eu não abro mão, afinal, internet também está aí pra isso, certo?

Duas half brazilian-Half Irish.
Half Brazilian-Half Irish
“Tá falando comigo?”
Brazilian de nascimento, mas já um pouco irlandês.
O Breno, que tem crise de ‘nacionalidade’..hahaha
(fotos tiradas na casa de uma amiga brasileira,também casada com irlandês)
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Qual é o seu veneno anti-monotonia favorito?

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15 Comments

  1. Que fofos! Os amiguinhos são filhos de brasileiros? Tenho uma curiosidade: vc fala português com seus filhos? Ou pelo menos com o maior que morou tanto tempo no Brasil? Beijos!

  2. seus filhos sao lindos mesmo!

    Eu ainda nao tive tanta sorte como vc. Dos brasileiros que conheci em Lyon, poucos realmente tem algo em comum comingo, poucos valem a pena. Mas acho que brasileiro que escolhe ir para a Irlanda de cara ja é mais bacana que quem escolhe vir pra França, hehehehehehe.

    Bom, o meu veneno anti-monotonia preferido, é andar de bicicleta pela cidade, passear muito e desocbrir cantos que ainda nao conheço. Se tiver com os brasileiros amigos, melhor ainda. MAs aqui aprendi que ficar sozinha de vez enquanto nao é assim taaao ruim. Hj gosto mais de mim do que gostava no Brasil.

    Bjim!

  3. Olá karen
    Eu tento não ter tempo para monotonia, por isso estou sempre a meio de quinhentas coisas ao mesmo tempo, é a minha terapia lol

    Mas adoro juntar-me com os amigos e ir à descoberta, quer seja de um local quer seja de um restaurante.

    jokas

  4. Olá Glenda, o mais velho dela é brasileiro, já os dois menores são metade, metade, já que o pai é irlandês.

    Eu falo, ou tento pelo menos, falar em português com os dois, mas as vezes escapa o inglês…

  5. Oi Ká este é meu tipo de postagem favorito, o que fala na família, é como se recebesse notícias de vcs..como estão vivendo se relacionando..etc.E tb matando um pouco as saudades de vcs, sabendo que vcs estão bem eu fico feliz!!!!muitas bençãos de Deus pra vcs e tb para os amigos…BJS

  6. O meu é rir! Qualquer pessoa em qualquer língua capaz de me fazer rir, é bem-vinda na minha vida…

    Ah, a Mi tem razão… os filhotes são uma graça.

    bjos

  7. Nossa, muito legal, fico feliz que o Breno tb tenha quem brincar que fale português, eu sempre imaginei como seria para uma criança se enturmar, aprender a língua qdo muda para outro país, isso qdo eu estava lendo sobre aquele caso sean. Eu to vendo que o Breno tirou de letra com a super mommy dele. Parabéns, pelas fotos e seus posts ja da pra ver q vc é uma ótima mãe e qdo eu crescer eu quero ser assim tb hahaha bjuss e que Deus abenções vcss.

  8. Oi Karine, que graça o seu blog e a sua foto,ja estou te acompanhando também,aqui e no twitter!!!
    Vim te conhecer um pouquinho.
    Com certeza um bom papo com brasileiras que "temos afinidades" levanta qualquer moral.
    Graças a esse mundo virtual e muita dedicação sigo com minhas grandes amigas do Brasil,mesmo depois de 17 anos fora.
    Muito bem vinda la no blog e obrigada por me acompanhar!
    Respondendo ao seu comentário:
    Com certeza o fato de não depender 100% de maridão ajuda a amortecer um pouco a tal culpa que nos acompanha de vez em quando.
    Quando os meninos eram pequenos, eu trabalhava só 4 horas a tarde,trocávamos papéis. E apesar das dificuldades do dia a dia( como eu disse em um post anterior,que o dia ás vezes parece interminável),não me arrependo, ao contrário, dou graças a Deus por não ter precisado trabalhar e ter tido a oportunidade de crescer com eles.
    Um pequeno PS para as mães que trabalham:
    A minha mãe não teve essa oportunidade e nem por isso fiquei rebelde ou algo parecido,acho que a chave é na administração e qualidade do tempo compartilhado.
    Voltarei aqui com certeza Karine,…adorei o "Ká.Entre.Nós.", super original o título!!!
    Bjs.

  9. Oi Karine…acredito muito na forca energetica das pessoas, as que nao tem afinidades nao permanecem jamais na amizade. Cultivei algumas otimas amigas brasileiras por aqui as quais sinto como se fosse da minha familia. Sou aberta ao mundo, mas concordo contigo: nada melhor do que poder se expresar na sua lingua natal.

  10. Ei Karine,

    É verdade, logo quando chegamos de mudança (mesmo temporaria) em outro país começamos a achar que todos brasileiros são gente boa, se parecem com a gente, como se fossem nossos amigos de infância. Mas com o tempo, nova rotina, adversidades percebemos que fora do país temos a mesma diversidade de brasileiros que temos aqui.

    bjs

    Anna

  11. São mt lindas as fotos dos meio brasileirinhos e meio irlandezinhos.

    Meu veneno ati monotonia é o mesmo que o seu. Não sou amiga de todas as brasileiras que conheci aqui, mas formei um pequeno grupo legal de amigas que me deixa mais leve depois que as encontro.

    Bjs

  12. eh verdade, os brasileiros que se conhecem ao longo do tempo sao os q vc tem mais em comum pq vc os conhece por acaso e nao forcado igual no comeco.. lindos esses pimpolhos!
    xxx

  13. Oi! Uma graca seu blog, primeira vez que passo por aqui.
    Concordo a nacionalidade nao faz com que a amizade exista, acho muito mais importante ter coisas em comum, objetivos em comum, e nao ser amigo por obrigacao digamos assim.
    Morei uns meses em Dublin e adorei.
    lindos seus filhos.
    bjs

  14. Só a nacionalidade não basta mesmo… a gente fica carente de amigos que falem "a mesma lingua", mas as vezes descobrimos que essa "lingua" não é (só) o Portugues…
    Mas quando combina de achar gente bacana e que fala Portugues é muito bom, né????
    Beijos!

  15. Pela foto o teu filho parece ter a idade do meu! (Liam tem 10 anos).

    Meu filho tem nome inglês porque o pai é inglês, como se não bastasse o avô paterno é da Irlanda do Norte! 😉

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