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Eu vi.

Era uma segunda-feira como outra qualquer.
Estava terminando o jantar, enquanto as crianças brincavam na sala.
O frio persistia mesmo com o aquecedor ligado.
Resolvi acender a lareira,  mesmo isso sendo trabalho do Rosinha.
Que aliás, estava quase chegando.
Me juntei ao Breno, Chloe e a Mia, que naquele momento brincava em um pula-pula que tocava uma música dessas qualquer, que normalmente me deixa meio nervosa por escuta-la algumas milhares de vezes ao dia.
Eles dançavam e o bebê, muito feliz, acompanhava os irmãos com pulinhos e gritinhos, senti que eu não podia ficar de fora e também arrisquei os meus passos.
Rosinha chegou e mesmo de terno e gravata, dançou com a gente.
Seria mais uma segunda-feira qualquer, mas naquele dia, observando enquanto fazia parte da cena, eu vi Deus.
Vi nos olhos brilhantes dos meus 3 filhos e do meu marido.
Nossa! -pensei comigo- 3 filhos!
Nunca tive tanta certeza de pertencer a um lugar, aquele era meu lugar.
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Foi de deixar qualquer comercial de margarina no chinelo, se eu não tivesse que lavar a louça depois do jantar.

Paz
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