Culturalmente falando….

Um dos assuntos de maior curiosidade entre as brasileiras que lêem o blog é sobre o meu casamento.

Acho que também teria essa curiosidade.

De que vivem, como se alimentam e como procriam essa espécie tão subjetiva chamada “gringo”.

Eu já estou com o Rosinha vai fazer 7 anos, o mais longo relacionamento que eu tive (e o que me rendeu mais “frutos” ou “florzinhas”, como você sabe!), então acho que tenho conhecimento de causa pra dizer que, não é fácil, Braseeeeel.

Pode ser que você esteja apaixonada por um “gringo” loucuras de um sabádo a noite, mas se o seu caso for como o meu caso, provavelmente ele será mais conservador, mais formal e mais discreto do que você, muito mais discreto que você.

Enquanto a relação é só entre vocês dois, pouco importa se um vai a macumba e outro a Missa todo domingo, as diferenças aparecem mesmo é quando os filhos chegam.

Aí, meu bem, o buraco é mais embaixo.

É preciso muito, mas muito jogo de cintura, paciência e parceria para se chegar a uma conclusão. (mas Ká.Entre.Nós, quando isso não acontece, o bem e velho barraco quebra um galho, sabe?)

Por isso, mais do que quando a gente casa com pessoa da mesma “espécie”, casar com alguém que vem de um background e de uma realidade bem diferente do que a sua, requer além de tudo, uma dose extra de amor, amor e bom humor, porque ó, convencer a minha sogra (sim, porque pelo menos a minha veio no pacote do meu casamento) que dar banho todos os dias nas kids não vai estragar a pele deles, ou falar em português não vai estragar a cabeça, ou convencer o Rosinha que é ok se o Breno falar que não gostou de determinada comida, ou que eu faço questão de furar a orelha das meninas e dar a elas o meu sobrenome, é muito divertido, mas não é mole, mas né, quem disse que seria?

Vida a dois não tem mágica, basta o amor e a vontade de ficar junto ser maior do que as diferenças.

O nosso é.

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17 Comments

  1. Miller Manteiga

    Oie Ka!
    ''ou convencer o Rosinha que é ok se o Breno falar que não gostou de determinada comida''
    Explica essa parte?

    • O Eamon é super formal com a mãe.
      Ele jamais fala quando não gosta de alguma coisa, ele come sem reclamar e ainda diz que estava uma delícia.
      Eu prefiro criar as minhas crianças com menos formalidade, o que pra ele é difícil de “engolir” as vezes…

  2. Jura que vc conseguiu dar seu nome as kids?
    E falando em Rosinha, cadê os posts dele aqui? rs
    Ele é fofo.

  3. "Vida a dois não tem mágica, nem receita pra funcionar…" falou tudo Ká, vejo o meu namorado todos os dias, e agora em Fev, indo para a Irlanda, vamos experimentar a vida a dois sobre o mesmo teto, sei que não vai ser fácil, mas o sentimento grita a favor.

  4. Depois de 15 anos de casamento com meu marido alemão e vivendo aqui na Alemanha, superei todos quase todos esses pontos banho, sobrenome, comida, mas a única coisa que não conseguir foi furar a orelha das nossas filhas. Além do marido, a sogra, a pediatra, as amigas made in Germany, vizinha, papagaio …. Todos contra. Bom , a mais velha fez 13 e já tem 3 furos, mas a pequena de 6 ainda nenhum.
    Porém casamento é fazer compromisso um com um outro, e respeitar as diferenças culturais e pessoais.

    Não é a toa que esse ano faremos 15 anos de casados!
    Bom final de semana

  5. É isso mesmo, não é fácil o casamento com um brasileiro, imagina um gringo. Só muito amor mesmo!
    Beijos,
    Ju
    http://www.voucontarpravoce.blogspot.com

  6. Eu simplesmente adoro o jeito como você escreve! Tem tanto humor e delicadeza ao mesmo tempo. Caí aqui de paraquedas (não sei mais como se escreve, tô velha, passei por muitas reformas ortográficas hahahah) e se tornou um dos meus blogs favoritos, numa lista muito seleta. 🙂

  7. Pois é, estou gastando toda a minha saliva para convencer meu marido alemão de que eu gostaria de furar a orelha da nossa filha que está pra nascer em abril. É costume na minha família dar de presente brinquinhos de ouro quando nascem meninas e essas meninas usarem desde cedo. E meu marido nem é tão chegado em convenções. Eu também não sou tão tradicionalista para seguir os costumes da família, só está sendo difícil explicar o ponto de vista da minha família para ele. Fora isso, o resto é ok 🙂

  8. Pois é, estou gastando toda a minha saliva para convencer meu marido alemão de que eu gostaria de furar a orelha da nossa filha que está pra nascer em abril. É costume na minha família dar de presente brinquinhos de ouro quando nascem meninas e essas meninas usarem desde cedo. E meu marido nem é tão chegado em convenções. Eu também não sou tão tradicionalista para seguir os costumes da família, só está sendo difícil explicar o ponto de vista da minha família para ele. Fora isso, o resto é ok 🙂

  9. Adorei! Aqui em casa, a história do banho, da comida e do idioma não serão problemas e o nome dos filhos eu já negociei antes mesmo casar (porque eu já imaginava que seria um momento de tensão). A questão do brinco eu só notei meses atrás ( quando choquei a família ao perguntar pra sogra quando minha cunhada estava pretendendo furar a orelha da minha sobrinha), então já estou no trabalho pra fazer o marido se conformar que nossas meninas já sairão da maternidade com a orelha furada (digo se conformar pq ele não tem poder de escolha em relação a isso: se os meninos vão jogar cricket o fds todo e eu aceito isso numa boa, as meninas terão orelhas furadas e pronto), mas já sei que terão milhões de outras coisas que só iremos perceber como é diferente na hora em que estivermos vivendo. Relacionamento com gringo realmente exige uma maior habilidade de negociação e resiliência e faz a gente viver em plenitude as principais características do casamento (tolerância, compromisso e transigência). Vale a pena, os momentos bons compensam tudo! Adoro seu blog!

  10. Essa história de muito banho, pega mesmo com os gringos de qualquer nacionalidade, né? Os meus 2 ou 3 banhos diáriossão execrados

  11. Eh verdade!!! Muita gente acredita (ainda) que casar com um gringo é "um conto de fadas", mas não existe aquela história de "e viveram felizes para sempre"! A felicidade se conquista (ou não, para alguns) todos os dias!!!

  12. Esse teste dos filhos eu não sei como mãe, mas como filha rsrsrs. Minha mãe me conta casos de divergências com meu pai (gringo de Cabo Verde) com eu nome (ele queria que fossem 2 pré-nomes da família dele, graças que fiquei só com um kkk), com furar orelha ( no caso ela fez escondido dele e minha orelha é furada assimetricamente por isso kkk), entre outas coisas.
    Tb sou casado com um gringo, do mesmo país que meu pai( Freud explica) e nossas divergências são predominantemente mais de personalidades diferentes do que culturais, por enquanto. eu sou mais na minha e séria e ele o oposto.
    Ele está adaptado demais ao Brasil, e sinto falta de ele já saber de muitas coisas … amo explicar as coisas do Brasil e já falei até apar ele fingir que não sabe kkkkk
    bjs
    Verônica R

  13. Ka, leio sempre o seu blog e me identifico em muitas coisas, especialmente porque também sou casada com um estrangeiro e vivo fora do Brasil. Acho que as pessoas nem imaginam o trabalho que da lidar com essas diferenças culturais, né? Mesmo falando bem a lingua, sempre existe uma palavra, uma expressão, um tom de voz que causam mil malentendidos. E então, haja conversa, haja paciência, haja cuidado e dedicação. Estar com alguém da trabalho sempre, requer investimento. Mas acho que com alguém que é tão diferente a ponto de ser de outro pais, da ainda mais trabalho. Um abraço e parabéns pelo blog.

  14. Kah, adoro o seu blog apesar de só ter comentado uma ou duas vezes, sigo no face e todo o resto. Adoro o seu jeito e tudo aquilo que td mundo fala, rsrs
    Mas hoje vim por um motivo diferente; é sobre o projeto #bundadura, kkkk
    Então, sou aupair aqui e moro no interior e hj comecei a dukan, dai to olhando as receitinhas aqui e a maioria pede requeijão ou ricota. Ai que tá o problema, eu não conheço as marcas daqui e minha chefe não encontrou com gordura 0%. Vc pode me falar qual vc usa pra eu falar pra ela? Moro no fim da Irlanda e ela que compra as coisas :/
    Parabéns pela família e mto mais jogo de cintura pra vc… beijão 🙂

  15. Linda vc merece a história que construiu com seu rosinha! …

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