X

Tias, Cheguei!

Vou ser direta.
A minha última gravidez foi a mais difícil.
As amigas mais próximas que o digam, acho que reclamei mais nessas últimas semanas do que em toda a minha vida.
Não da gravidez em si, mas é que como a Mia ainda é um bebe(zão) fiz coisas que não deveria ter feito, ou deveria ter evitado.
Faxina também só deixei de fazer nas últimas 2 semanas então era normal que o cansaço já comum no finalzinho tivesse me atingido mais ainda com esse wild life style de uma hiperativa incurável, né?
Sem contar que tive, não uma senhoras e senhores, mas duas crises renais em intervalos de menos de 2 meses, o que quem já teve, sabe da dor que estou falando.
Para completar, as férias de verão (que duram 2 meses), coincidiram de ser junto com os dois últimos meses de gestação, ou seja, o jeito era levar o barrigão pra passear junto com as kids.
Também não abri mão dos encontros com as amigas e das escapulidas com o hubby semanalmente quando deixávamos as kids com a babysitter – afinal, só Deus sabe quem será a maluca que agora topara tomar conta de 4, hun? então tínhamos que aproveitar.
Já estava agoniada com a barriga e sem posição para dormir, mas como naquela semana Breno começava na escola nova assim como a Chloe, estava feliz de esperar mais uns dias, porque não podia perder, né? Pois é, não.
Porque a primeira coisa que a gente aprende quando vira mãe é que programar, planejar e se organizar não faz mais o mesmo sentido e temos que estar preparadas para todos os possíveis contra-tempos, e no meu caso, um parto, de emergência no meio do caminho, no meio da semana mais esperada do verão.
Acordei domingo (modo de falar, porque na verdade não dormi) com umas dores estranhas no pé da barriga e na cicatriz da cesárea. Os movimentos do bebê também já estavam menores, pela manhã senti umas contrações espaçadas, mas como ia almoçar na sogra e não precisava levantar fiquei na cama.
Arrumei as kids e fomos.
Mas não aguentei comer, o tampão saiu.
Eu não queria ir para o hospital, porque eu tinha planos para aquela semana, lembra?
Mas não teve jeito, Rosinha e dona Rosinha me obrigaram, eu concordei, mas não levei nem mala, nem nada, porque eu tinha CERTEZA que voltaria pra casa.
No caminho, adivinha? A bolsa estourou.
Fui levada para a sala de emergência e em 20 minutos já estava recebendo a anestesia.
(todos os meus filhos nasceram de Cesárea e eles não arriscariam um VBAC4)
Amy(ou Aimee, sim, ainda estou na dúvida) nasceu no dia 25 de agosto, a cópia da Chloe, com 50 cm, 2,500kg de 36 semanas (1 semana e 500 gr a menos que a Mia e do mesmo tamanho que todos os meus filhos), ela precisou ficar na Uti neo natal por 48 horas em observação para regular a respiração, mas tirando isso, foi tudo bem.
Como a irmã caçula, ela já estreou mostrando quem manda nessa família, que agora sim, está completa!
Seja bem vinda em nossas vidas, meu pingo.
Foto by @marakeogh, Amy com 3 dias de vida, ainda no hospital.

View Comments (30)