A volta ao trabalho depois da Maternidade.

O título desse post é meio sensacionalista.

Na teoria seria algo do tipo: A adição de outro trabalho depois da maternidade.

Ou, 5 dicas de como arrumar mais trabalho depois de assinar o contrato de trabalho mais longo já visto na história desse País e de todos os paises da galaxia, você sabe, o contrato materno, que é vitálicio que nem o da Nike com o Ronaldinho.

Até que a morte nos separe, ou até depois disso.

O fato é que, senhoras e senhores, não é fáaaceo.

Okay, isso é o que muita gente queria ouvir, mas o fato é que na real, pra mim, voltar a trabalhar fora de casa nessa fase da vida das crianças só nos fez bem.

Nessa fase.

Aproveitei muito, muito mesmo a oportunidade (vamos chamar de oportunidade porque nem todo mundo pode abrir mão de um salário, então é oportunidade) de poder ficar em casa com as kids.

Fiquei, por 8 anos e foi lindo.

Lindo e cansativo.

Comparando a minha vida, o blog é meu então estamos falando da minha vida, de hoje e a de quando eu era mãe em período integral de 4, não tem comparação.

Eu até curti a minha fase de trabalho part time, mas não demorou muito para eu perceber que eu não estava tendo a parte que mais me fazia falta, que era o convivio com adultos, por esse motivo, decidi aceitar a posição de período integral.

Eu me sinto de férias. E não, não tenho ajuda tercerizada com a casa e nem com a comida.

Tenho uma Minder que busca as meninas na escola e fica com elas 4 horas por dia e that’s it.

Também não tenho jornada dupla ou tripla porque não sou besta.

Sei delegar muito bem e a distribuição de tarefas é igual e o Breno, que está de férias, entra no esquema. (tive filho pra quê se não pode passar um aspirador, ou pendurar a roupa no varal, não é mesmo?)

Tudo bem que eu trabalho fazendo o que eu gosto, em uma empresa que eu gosto e com um time que eu gosto, o que facilita as coisas.

Mas me sinto de férias.

Sento por 8 horas e levanto quando eu quero, se eu quero e porque eu quero.

Almoço nos lugares mais legais do bairro (Rosinha já disse que eu trabalho pra pagar almoço)sem ser interrompida.

Só demorei um pouco pra me adaptar a fechar a porta quando vou ao banheiro, mas depois de alguns olhares, acabei aprendendo.

Quando me perguntam se eu sinto culpa, digo logo que sou aquariana e que não tenho tempo pra isso, estou mais preocupada no impacto que minhas decisões de hoje vão afetar o comportamento nos meus filhos no futuro, certeza por exemplo, que as meninas, se casarem não vão se submeter a ser babá de outro ser, porque elas não me veêm sendo babá do pai delas e o Breno não vai achar normal ver a esposa, seu um dia ele tiver uma (bate na madeira agora), fazer todos os afazeres domésticos sozinha, então, culpa de quê, cara palida?

Tenho é orgulho de fazer e seguir o que o meu coração manda.

Hoje mesmo escutei um Ted Talk super interessante que dizia, quando a gente tem duas opções e opta pelo amor, não tem como dar errado.

Voltar a trabalhar foi uma decisão que eu escolhi com amor, por mim e por quem eu já fui um dia e que sentia falta de ser.

Eu posso ser muitas, mas se eu não estiver feliz ninguém mais pode estar, como dar o que a gente não tem?

E eu tenho amor pra dar, satisfação por ter tomado a decisão que tomei e agora, tenho até dinheiro pro sorvete :p

Happy Day’s 🙂

 

 

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